terça-feira, 15 de maio de 2007

SOCIEDADE SEM VALORES, UM POVO QUE ADORMECE

Sociedade sem valores, um povo que adormece
D. António Marcelino

.A mãe mata o filho que traz no seu seio e o Estado ajuda? É uma mulher livre.
A mãe entrega o filho que não pode criar a alguém que o acolhe com amor e desvelo? É uma mulher desnaturada. Pode-se matar, mas não dar…
Põem-se todos os dias, em grande plano, frente aos olhos das crianças, todas as porcarias e até a venda de bebés, como aconteceu, recentemente, numa telenovela portuguesa? Estamos numa sociedade livre.
Descobre-se na Internet uma rede propagandeada de venda de crianças, a nível europeu e que também actua em Portugal? Logo os grandes do direito vêm a terreiro e ameaçam com os castigos da justiça, e as vestes dos bem pensantes rasgam-se a proclamar que “Isto não é possível!
”Há autarcas a criar programas locais para favorecer a natalidade e fixar os casais jovens nas suas terras? Aplaudem-se as iniciativas. Cada dia nos centros de planeamento familiar, até nas sedes de concelho onde se luta por mais gente, se ensina a não procriar e se calam os métodos que estimulam e ajudam a crescer? E a isto chama-se favorecer a boa informação que as boas mães precisam e as jovens adolescentes não dispensam, porque o sexo deve ser seguro.
Encontram-se crianças desnutridas, que vão cada manhã para a escola sem terem comido nada e só fazem alguma coisa por elas os que lá dentro, atentos às situações e a sofrer por isso, procuram modos de ajudar? São as famílias que não se sabem governar nem educar,
Continuam por aí crianças, como todos sabemos, sem alguém que as acolha quando a escola fecha? Oficialmente diz-se que isto não é verdade. Entretanto, ignoram-se e destroem-se instituições que foram criadas e equipadas para ir ao encontro das famílias, que não podem estar para as acolher os filhos às horas oficiais…
Vê-se, a cada passo, a corrosão interior progressiva de filhos pequenos por via do divórcio irreflectido de muitos pais? Estamos num país evoluído evoluído. Assim, os senhores legisladores e governantes, muitos deles também divorciados, continuam, impunemente, a fazer e a regulamentar as leis, não favorecendo, antes pelo contrário, nem a justiça, nem a dignidade da família, nem a consistência do casal e do agregado familiar, hipotecando, deste modo, o presente e o futuro do país.
Aparece agora para os países da UE, a partir de uma Directiva do Parlamento, uma proposta traduzida equacionada pelo binómio “Europa e Mercado”. Toda a concepção da vida em sociedade está vazada em resultados materiais. As instituições intermédias, que já contam cada vez menos, deixarão de contar, dando-se, assim, passos largos para a desumanização das pessoas e das relações sociais. A antropologia, com bases filosóficas e exigências de ética, é coisa de somenos importância, e as pessoas concretas são empecilhos para quem tem nas mãos os cordelinhos do comando, que não são, nem nunca foram, as pessoas que conhecemos e dão o rosto e o nome para serem meros executores…
Por cá, tudo isto vai entrando, com a normalidade silenciosa que não acorda nem espevita, porque não faltam ideólogos que sabem adormecer o povo e não têm outro sentido de vida que o materialismo do “mercado” e do “prestígio”.
Até quando? Até que o povo, famílias, instituições, grupos organizados e com princípios, o queiram. Não é o povo quem mais ordena? Sim, se estiver acordado e afirmar a sua dignidade..
Opinião D. António Marcelino 05/05/2007 In Ecclesia

domingo, 13 de maio de 2007

"OS MINISTROS INCOMPETENTES DO GOVERNO DE SÓCRATES"

Portas aponta cinco
ministros que Sócrates
"já devia ter substituído"

O líder do CDS, Paulo Portas, acusou hoje José Sócrates de estar a fazer "o país sofrer com a pouca competência de alguns dos seus ministros, que teima em não substituir".
O líder centrista aponta os titulares dos ministérios da Economia, da Saúde, da Agricultura, do Ambiente e da Cultura como "ministros que não dão conta do recado e já deviam ter sido substituídos".
Em declarações à Lusa, durante uma visita que hoje fez ao mercado de Oliveira de Azeméis, disse que "em devido tempo o CDS fez essa reflexão e agora é mais difícil, tendo em conta a próxima presidência portuguesa da União Europeia".
"Fizemos em tempo essa avaliação. Agora é mais difícil...", comentou, considerando que o "atraso na substituição dos que não estão a cumprir, do ponto de vista técnico, ou político" tem consequências gravosas para o país.
"Entendo que José Sócrates já devia ter renovado o governo. Em vésperas da presidência da União Europeia, a teimosia do primeiro-ministro em não substituir ministros desgastados vai levar a que, durante demasiado tempo, o país continue a sofrer dessa pouca competência", disse.
Paulo Portas, que hoje apresenta a sua moção ao congresso do CDS, em que deverá insistir na necessidade de renovação do governo, afirma que "é preciso valorizar o trabalho e pôr a economia a funcionar, porque o crescimento económico de que o primeiro-ministro fala é escasso e tarda em chegar aos portugueses, que estão a viver pior, com menor poder de compra devido à subida dos juros e dos impostos".
Defende que o Serviço Nacional de Saúde tem de ter uma gestão organizada, sem desperdício, mas capaz de responder com competência à larga percentagem de portugueses que não tem meios de aceder às respostas privadas", explicando que "julgar que a direita quer privatizar a Saúde é resultado de uma caricatura".
No mercado de Oliveira de Azeméis, Paulo Portas foi calorosamente recebido, o que considerou "normal, por ter sido deputado municipal durante vários anos e ter cumprido", adequando o discurso conforme quem o cumprimentava.
Aos reformados foi dizendo que "foi quando chegou o governo do PS que as reformas passaram a ser sujeitas a imposto e por aí se vê quem tem coração".
A quem lamentou as várias fábricas que têm fechado na região recordou que "em campanha José Sócrates prometeu 150 mil novos postos de trabalho e se os números do desemprego não são mais altos é porque milhares de portugueses estão a trabalhar em Espanha, em sectores não qualificados".
Paulo Portas concordou com os que se queixaram de que "a vida está cada vez pior" porque "só no ano passado houve uma das maiores quebras do poder de compra, devido ao aumento das taxas de juro e dos impostos" e dizendo que se os juros têm a ver com a União Europeia, os impostos não".
Brincou com um grupo de jovens da Escola Bento Carqueja, que o convenceram a comprar uma rifa, "que custa só um euro e dá sempre prémio", respondendo que "é como os socialistas que, façam o que fizerem, dizem que sai sempre prémio".
Lusa
2007-05-12

quinta-feira, 10 de maio de 2007

terça-feira, 8 de maio de 2007

O CDS PP AMIGO DOS AGRICULTORES



PAULO PORTAS DESAFIA MINISTRO
A "SER MAIS" AMIGO DOS AGRICULTORES

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, desafiou hoje o ministro da Agricultura a ser "mais amigo" dos agricultores e defendeu mais políticas "sustentadas" e apoios para que a agricultura portuguesa se possa tornar competitiva.
"O país precisa de menos ministro da Agricultura e mais ministro dos agricultores, mais amigo do sector produtivo e dos empresários agrícolas, com menos hostilidade e menos conflito", afirmou.
Paulo Portas falava aos jornalistas durante uma visita à 24/a Ovibeja, o maior certame agro-pecuário do Sul do país a decorrer, até domingo, no Parque de Feiras e Exposições de Beja.
Antes da visita à feira, o líder do CDS-PP participou, como assistente, num seminário, organizado por aquele certame, sobre as perspectivas para a Agricultura e Desenvolvimento Rural no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio para o período 2007-2013.
Em plena Ovibeja, certame que considerou "muito importante na vida agrícola e económica portuguesa", Paulo Portas defendeu que Portugal "precisa" de "uma agricultura apoiada e competitiva" para que "o ordenamento do território sobreviva e o país não seja apenas litoral".
"É muito impressionante ver o que é que o Estado e os agricultores fizeram pela agricultura em Espanha, que é bastante moderna, competitiva e apoiada, e o que é que não se fez, nesse ponto de vista, em Portugal", disse Paulo Portas.
"Não digo isto como um lamento, mas como um desafio", frisou, defendendo que, em Portugal, "é possível ter agricultura competitiva", bastando, para tal, haver "mais políticas sustentadas e mais apoios para os agricultores".
Depois de "ouvir algumas das preocupações" dos agricultores presentes no seminário, o líder do CDS-PP aproveitou ainda a declaração aos jornalistas para "chamar a atenção do Governo" para um "maior cuidado na forma como a burocracia do sistema, que já é muito, funciona".
"Não é possível, por um lado, andar a vender um bom Simplex e, depois, os sistemas informáticos falharem quando os agricultores têm candidaturas a apoios para apresentar", exemplificou.

domingo, 6 de maio de 2007

SÓCRATES O GRANDE DERROTADO NAS ELEIÇÕES DA MADEIRA


MAIS UMA DERROTA DE SÓCRATES

sexta-feira, 4 de maio de 2007

OLHA PRA COMPETÊNCIA DO NOSSO PRIMEIRO!


PRIMEIRO PROJECTO DO SR. "INGINHEIRÚ SOCAS"

quinta-feira, 3 de maio de 2007

CRISE NA CML


O líder da distrital do CDS-PP de Lisboa defendeu hoje a realização de eleições intercalares para a Assembleia Municipal da capital e não apenas para a Câmara, para não "potenciar um conflito" entre os dois órgãos municipais.
"Ninguém compreenderá que se realizem eleições para um órgão sem que se realizem para o outro", afirmou o líder da distrital de Lisboa do CDS-PP, António Carlos Monteiro, em declarações aos jornalistas no Parlamento.
Coincidindo com a posição já assumida pelo vereador do CDS-PP na Câmara de Lisboa, Anacoreta Correia, de que a haver eleições para a câmara, conforme defendeu quarta-feira à noite o líder do PSD deveriam também realizar-se para a Assembleia Municipal, onde os sociais-democratas têm a maioria, António Carlos Monteiro defendeu "a devolução da palavra" aos lisboetas.
Caso contrário, ou seja se apenas se realizarem eleições intercalares para a Câmara, "mais tarde ou mais cedo os dois órgãos vão entrar em conflito" e "dar cabo de quem quiser trabalhar".
"Essa situação só vai potenciar o conflito e vai dificultar ou impossibilitar o trabalho da Câmara", sublinhou.
Questionado sobre se o CDS-PP admite a hipótese de concorrer nas eleições intercalares coligado com o PSD, António Carlos Monteiro não respondeu directamente, dizendo apenas que "o CDS-PP, em tempo útil indicará o seu candidato".
"Será um bom candidato... do CDS-PP", acrescentou depois perante a insistência dos jornalistas.
Interrogado sobre se admite a possibilidade de ser o candidato, António Carlos Monteiro afirmou que tomará a sua "decisão pessoal" de acordo com "as orientações do partido".