sábado, 7 de julho de 2007

"Zé Socas, O Aldrabão"
Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.


"Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia." Fernando Charrua, professor de Inglês


Eu diria que é um verdadeiro insulto para todos nós,termos um Primeiro Ministro que nos aldraba todos os dias, até mesmo em relação ás suas habilitações académicas.


Carlos Pinto Machado


sexta-feira, 6 de julho de 2007

Sócrates e o governo actuam de forma "Pidesca"

É este o conceito de democracia de Sócrates ?

Pedido de fiscalização sucessiva no TC



Aborto: Deputado do PSD, PS e CDS-PP entregaram pedido de fiscalização sucessiva no TC

O deputado do PSD Rui Gomes da Silva e a presidente da Federação Portuguesa pela Vida, Isilda Pegado, entregaram hoje do Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei do aborto, onde questionam a regulamentação por portaria do diploma.
Em declarações aos jornalistas à saída do Tribunal Constitucional (TC), Rui Gomes da Silva adiantou que o pedido de fiscalização sucessiva da lei do aborto foi subscrito por 35 deputados, na sua maioria do PSD, mas também parlamentares do PS, como Matilde Sousa Franco e Teresa Venda, e do CDS-PP, entre os quais Hélder Amaral, José Paulo Carvalho e Nuno Melo.
Ainda segundo Rui Gomes da Silva, entre os argumentos apresentados pelos subscritores no pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei do aborto está o facto do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, realizado a 11 de Fevereiro, não ter tido um carácter vinculativo.
"Através do referendo de 11 de Fevereiro de 2007, a proposta de alteração legislativa, depois transposta para a lei 16/2007 de 17 de Abril, apenas colheu 25 por cento dos votos favoráveis dos portugueses, pelo que a legitimidade de tal alteração legislativa fere os princípios constitucionais do Estado Democrático", lê-se nas conclusões do pedido de fiscalização sucessiva.
Além disso, acrescentou ainda o deputado social-democrata, a regulamentação por portaria do diploma constitui igualmente uma violação à Lei Fundamental.
Outro dos argumentos utilizados pelos subscritores do pedido de fiscalização sucessiva para alegar a inconstitucionalidade do diploma refere-se ao facto de nova lei deixar o pai "totalmente arredado do processo de responsabilidade e formação da decisão".
Por outro lado, defendem ainda, "a possibilidade de se praticar o aborto sem alegação de fundamentos, constitui o arbítrio que deixa a mulher e a criança totalmente desprotegido", o que constitui uma violação à Constituição, nomeadamente "o princípio de igualdade".
A presidente da Federação Portuguesa pela Vida, Isilda Pegado, destacou ainda o facto da regulamentação da nova lei não ter recolhido qualquer das recomendações enviadas à Assembleia da República pelo Presidente da República.
"Na sua mensagem à Assembleia da República sobre a promulgação da lei 16/2007, de 17 de Abril, o Presidente da República alerta o legislador para alguns dos aspectos da mesma que, no seu entendimento, tangem com os princípios constitucionais e de legalidade", é recordado nas conclusões do pedido de fiscalização sucessiva.
O pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade da lei do aborto que hoje deu entrada no Tribunal Constitucional não tem efeitos suspensivos do diploma.
A regulamentação da lei do aborto entra em vigor a 15 de Julho, depois da publicação da respectiva portaria no Diário da República que ocorreu a 21 de Junho.
A nova lei da interrupção voluntária da gravidez foi aprovada no Parlamento pelo PS, PCP, Bloco de Esquerda, Verdes e por 21 deputados do PSD na sequência do referendo de 11 de Fevereiro.
Na consulta popular, o "sim" venceu com 59 por cento dos votos, apesar de o referendo não ter sido juridicamente vinculativo, uma vez que a abstenção foi superior a 50 por cento.
Lusa
2007-07-05

terça-feira, 3 de julho de 2007

A censura existe nos dias de hoje em Portugal

DIGA NÃO À CENSURA

Abaixo a "ditadura de esquerda"

que se vive em Portugal


segunda-feira, 2 de julho de 2007

http://www.acumplicidadedaalma.blogspot.com/

Recomendo a leitura do Post
de António Cipriano, publicado hoje :
"O Bufo"

A Cumplicidade da Alma
Blog de pensamentos duvidosos por António Cipriano, António Guimarães, João Pedro e Paulo Pinheiro

No DN de hoje. Recomendamos a leitura.

GRAMÁTICA DA POLÉMICA: DA OTA AO TGV
João César das Neves
Professor universitário
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt


O novo aeroporto de Lisboa é já, indiscutivelmente, o mais controverso e atabalhoado processo de todas as nossas grandes infra-estruturas. Isso é dizer muito, pois Portugal tem tido uma impressionante história de erros de planeamento e desperdícios monstruosos, todos ligados a longas e tortuosas polémicas.Se virmos com atenção, a confusão actual é bastante surpreendente. A solução do aeroporto da Ota tinha sido longamente estudada e aprovada por vários governos anteriores, como o ministro não se cansa de repetir. Ainda há poucos meses o actual Executivo pensava poder usar esse investimento como um incentivo simbólico da nova fase de desenvolvimento. Além disso, a obra não é a mais cara das propostas em debate, muito abaixo dos custos do TGV, e está longe de ser o maior disparate do tipo, com tal honra duvidosa a caber aos estádios de futebol do Euro 2004. Como se transformou esta proposta simples no maior pesadelo político do Governo?A razão mais forte é a óbvia falta de convicção dos responsáveis. Se se perguntar por que razão se deve implantar o aeroporto na Ota, a resposta mais imediata é que os estudos técnicos assim o indicam. Ora em política só se invocam relatórios especializados quando faltam razões claras. O ministro é incapaz de apresentar um motivo simples, directo, compreensível para suportar tal decisão.Por outro lado, são várias as objecções elementares e evidentes. A distância a Lisboa e o custo da execução, ambos muito maiores que as alternativas, são óbices que qualquer cidadão consegue entender. Depois, como o Governo descobriu amargamente, a técnica está longe de ser rigorosa, definitiva e indiscutível, existindo estudos e especialistas para todos os gostos. Esta combinação revelou-se explosiva.Este primeiro elemento é importante porque se liga a um dos principais traços de carácter do Governo de José Sócrates. Desde o início os ministros enunciam princípios sólidos e propósitos sensatos, mas com pouca convicção e profundidade. Em geral (com excepções, como o ministro da Saúde), o Executivo parece citar estudos que não compreendeu ou anunciar medidas mal assimiladas. Por isso, a execução das reformas acaba por ser muito mais tardia e diluída do que a dureza da retórica inicial faria entender. Tem-se a sensação de que não seria difícil que o mesmo responsável estivesse a defender precisamente o contrário.Mas há uma segunda razão para a monstruosa trapalhada da Ota, também ela ligada à identidade do Governo: o consulado de Sócrates só age com decisão e vigor no diálogo com grupos de pressão. É tradição que, quando perdem o sentido de Estado, os governos de direita cedam aos interesses privados, enquanto a esquerda se inclina para os sectores sociais. O problema é que em Portugal estes últimos são muitos mais e, embora recebam individualmente menos, acabam por representar uma factura muito maior, como descobriu amargamente o eng. Guterres, criando o buraco orçamental que ainda nos ameaça.Esse défice tem forçado o actual Executivo socialista a enfrentar, contra naturam, municípios, empresas públicas e outros sorvedouros de dinheiros fiscais. Mas nos projectos infra-estruturais, como o aeroporto, ele pode manifestar os seus instintos naturais, reforçados pela herança da anterior encarnação. Assim, é patente que a solução da Ota pretende acomodar os desejos da TAP, câmaras municipais e construtoras, menosprezando os interesses do público, contribuintes e passageiros.Por estas razões vivemos o paradoxo inesperado de ter um projecto mediano, sem erros monstruosos, criar mais polémicas que qualquer outro. Pelo contrário, no TGV vamos reviver uma situação mais comum. A linha de alta velocidade, embora custe mais do dobro do aeroporto, é justificada devido à necessidade de Portugal se ligar às redes transeuropeias. Temos pois uma razão estúpida para resolver um problema inexistente a custos astronómicos. Depois do complexo de Sines, do Alqueva e do Euro 2004, a isso estamos já bastante habituados.

domingo, 1 de julho de 2007

"Os eleitores devem castigar o Governo nas eleições de Lisboa"


Paulo Portas pede aviso e castigo
ao Governo nas eleições de Lisboa

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, pediu quinta-feira à noite o voto para os democratas-cristãos nas eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa, para "avisar" e "castigar" o Governo.
"A 15 de Julho dêem um aviso à navegação ao sr. primeiro-ministro. O voto no CDS castiga o engenheiro Sócrates e dá força a quem pode constituir uma alternativa", defendeu Portas, num jantar de campanha do candidato Telmo Correia.O líder do CDS-PP apresentou razões para os eleitores não votarem no candidato do PS, António Costa, do PSD, Fernando Negrão, e no independente e ex-presidente da Câmara Carmona Rodrigues."Votar António Costa nem pensar, ele é o advogado do engenheiro Sócrates não é o procurador de Lisboa", avisou, dando como exemplo o facto de ser "indiferente" para o candidato socialista que o aeroporto se mantenha ou não na Portela."Votar no candidato do PSD - com toda a simpatia, ainda está a aprender", afirmou Portas, referindo-se aos enganos de Fernando Negrão nos nomes de várias instituições da capital.Já em relação a Carmona Rodrigues, Portas disse perceber "a simpatia" mas alertou."Os votos no engenheiro Carmona Rodrigues não aquecem nem arrefecem o engenheiro Sócrates. Votar no CDS preocupa o engenheiro Sócrates", contrapôs.Num discurso virado contra o Governo socialista, Portas concentrou-se nas áreas da saúde e da educação."O sr. ministro da Saúde que agora governa por relatórios mandou cá para fora a ideia de que é preciso subir as taxas moderadoras", criticou, aludindo ao relatório que visa assegurar a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).Para Portas, "não é possível tratar igualmente quem tem recursos e quem não tem".Sobre o mesmo tema, o líder do CDS contestou ainda a ideia - do mesmo relatório - de diminuir os benefícios fiscais com a saúde, pelo menos enquanto não for alterado o modelo do IRS."Não aceitamos que retirem benefícios fiscais e continuemos com um IRS com taxas altas e complicado ( ) Menos benefícios e menos excepções mas taxas mais baixas de IRS", defendeu.À ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, Portas avisou que o CDS não aceita um sistema de ensino onde "não há mérito, não há autoridade, não há disciplina"."No país do engenheiro Sócrates, é possível passar de ano sem assiduidade e sem aprovação", resumiu.

Lusa