sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Divulgo e recomendo o Blogue "PCREC"

PCREC - Processo Contra-Revolucionário em Curso

O Processo Contra-Revolucionário Em Curso (PCREC) apresenta-se como um blogue que visa estimular um espírito contra-revolucionário e reformador. Impulsionado por um grupo de jovens irreverentes, não instalados e preocupados, o PCREC dispõe-se a ser um movimento marcado pela diferença e um amplo espaço de contestação política nacional.
A nossa ideologia são os valores fundamentais. O nosso desígnio é a liberdade. A nossa luta é contra a ignorância do pensamento único e totalitário. A nossa defesa são as instituições. A nossa antítese é o relativismo. A nossa oposição é ao facilitismo e ao despesismo. O nosso motivo é querermos sempre mais e melhor. O nosso objectivo é a plena estabilidade. A nossa justificação é Portugal.O fim da Revolução é simultaneamente o fim da Contra-revolução. Como tal, a nossa missão consiste em tudo fazer para que o PCREC se conclua. Esperamos também poder contar com a vossa colaboração.
Bem-haja.

5 DE OUTUBRO DE 1143 - DIA DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL


5 de Outubro de 1143 - Data da Independência de Portugal


O Tratado de Zamora foi o resultado da conferência de paz entre Afonso Henriques e o rei Afonso VII de Castela e Leão, a 5 de Outubro de 1143, marcando geralmente a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina. Vitorioso em Ourique, em 1139, Afonso Henriques beneficiou da acção desenvolvida, em favor da constituição do novo reino de Portugal, pelo arcebispo de Braga, Dom João Peculiar. Este procurou conciliar os dois primeiros e fez com que eles se encontrassem em Zamora nos dias 4 e 5 de Outubro de 1143, com a presença do cardeal Guido de Vico.
A
soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, só veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179, mas o título de Rei de Portugal, que Afonso Henriques usava desde 1140, foi confirmado em Zamora, comprometendo-se então o monarca português, ante o cardeal Guido de Vico, a considerar-se vassalo da Santa Sé, obrigando-se, por si e pelos seus descendentes, ao pagamento de um censo anual.
Em
Zamora, revogou-se o anterior Tratado de Tui, de 1137.
Em 1143 faz-se o Tratado de Zamora assinado entre o rei D. Afonso Henriques e D. Afonso VII, que vai reconhecer que o condado portucalense passa a ser reino e Afonso Henriques passa a ser o rei ou “rex”. D. Afonso VII reconhece a independência, mas Afonso Henriques continua a ser seu vassalo, porque D. Afonso VII para alem de ser rei de Leão e Castela é Imperador de toda a Hispânia. A partir de 1143 D. Afonso Henriques vai enviar remissórias declarando-se seu vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia de ouro. As negociações vão durar vários anos, de 1143 a 1179. Em 1175 o Papa Alexandre III envia a Afonso Henriques a “ Bula Manifestus Probatum “, neste documento reconhece-se definitivamente a independência do reino de Portugal sem vassalagem em relação a D. Afonso VII de Leão e Castela e Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal, ou seja, D. Afonso I de Portugal. (In Wikipédia)

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"Requalificação Urbana" , Opinião do Dr. António Cipriano


Tomei a liberdade de divulgar neste espaço de opinião, este artigo do Dr. António Cipriano sobre a "Requalificção Urbana".
Este tema tem sido para mim enquanto politico um tema de agenda politica e de programa eleitoral, por ser extremamente importante para as pessoas e respectivas comunidades, mas que infelizmente é pouco respeitado pela maioria dos municipios portugueses.
Recomendo a sua leitura atenta.
Carlos Pinto Machado


Requalificação Urbana


Nas últimas décadas o paradigma da nossa sociedade ao nível do modelo urbano, passou invariavelmente para construção de novos edifícios. Esta era uma exigência decorrente do acréscimo afluxo de populações do interior rural, para o mundo das cidades, conjugado com uma melhoria das condições económicas das famílias, indutor de uma procura por habitações com melhores condições de habitabilidade. Este fenómeno de democratização, associado ao desenvolvimento económico do país foi positivo, permitindo uma igualdade real ao nível das condições de vida dos cidadãos. Contudo, este crescimento das cidades não foi devidamente acompanhado por mecanismos de planeamento urbano. Os resultados foram subúrbios desordenados, feios, sem espaços verdes ou acessibilidades, com poucos ou nenhuns serviços sociais. Ao invés, os centros das grandes urbes foram sistematicamente se desertificando, sendo hoje apenas habitados por norma, por populações idosas de baixos recursos. Gradualmente um sem número de edifícios, muitos com valor histórico e arquitectónico, foram se deteriorando, contribuindo para centros urbanos envelhecidos, abandonados e degradados.Compete aos poderes públicos contribuírem para a modificação deste cenário. O paradigma deixou de ser a construção e aprovação de novos empreendimentos urbanísticos, para passar para a requalificação urbana. Num primeiro plano, os poderes públicos devem constituir equipas pluridisciplinares que “pensem a cidade” enquanto espaço de história, sentimentos e vivência humana, delineando uma estratégia de requalificação urbana assente em três eixos: requalificação dos espaços públicos (praças, monumentos), requalificação dos edifícios municipais; requalificação dos edifícios privados por via da concretização de incentivos financeiros e fiscais. Obviamente que tal estratégia implica elevados recursos financeiros, devendo a sociedade civil sensibilizar as autoridades centrais para a necessidade da promoção de politicas centrais de requalificação urbana. Os municípios, enquanto agentes políticos que melhorem compreendem os sentimentos e necessidades das nossas cidades devem sensibilizar, negociar, pressionar os governos para nova prioridade. Afinal, a valorização e requalificação das nossas cidades é economicamente um instrumento indutor do crescimento do valor acrescentado da nossa oferta turística, sendo indirectamente fonte de impostos para os poderes locais e centrais.
A competitividade das cidades quer ao nível da atracção de novos habitantes, quer ao nível da captação de turistas, implica uma estratégia sistémica de valorização de todo o quadro urbanístico e de cidade, de modo a potenciar uma proposta de valor assente na qualidade de vida e no desenvolvimento sustentado.
António Cipriano

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

5000 Page Views no http://cdsppobidos.blogspot.com/


1 DE OUTUBRO DE 2007


5000 PAGE VIEWS

no



Agradecemos a todos sem excepção, que visitaram o nosso blog e partilharam connosco este espaço de informação e de combate politico.


A todos o nosso Muito Obrigado.



Carlos Pinto Machado

As hipocrisias da "Nossa Esquerda"


No DN de hoje


AS DUAS FACES DA CONVICÇÃO
João César das Neves

professor universitário

naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

É lugar-comum dizer-se hoje que a religião constitui um elemento decisivo da situação mundial. Muitas questões sociopolíticas aparecem ligadas a ela, da diplomacia ao terrorismo, das leis da vida e família ao urbanismo e imigração, educação e saúde. Estranhamente, num tempo que se orgulha de ser científico, são esquecidos os resultados mais básicos da investigação séria sobre o tema. Por isso se dizem tantos disparates.No livro de 1950 The Individual and his Religion (Mac Millan) e obras seguintes, o grande psicólogo americano Gordon W. Allport (1897-1867), fundador da psicologia da personalidade, introduziu aquela que é hoje a distinção mais influente neste tratamento científico. Os conceitos de "religião intrínseca e extrínseca" foram-se tornando a abordagem consensual e a base dos estudos empíricos sobre religiosidade. O modelo é complexo, mas as ideias fundamentais são fáceis de descrever. Religião intrínseca é a crença profunda, onde o fiel encontra a estrutura fundamental da sua existência, que dá significado à vida e em termos da qual tudo compreende. Religião extrínseca é a religião do conforto e da convenção social, que constitui um elemento auto-suficiente que satisfaz o sujeito. Na expressão hoje consagrada, a pessoa extrinsecamente motivada usa a sua religião, enquanto a intrinsecamente motivada vive a sua religião.Note-se que esta distinção não separa crentes de agnósticos ou fervorosos de não praticantes. Ela manifesta-se apenas entre pessoas convictamente empenhadas na sua fé, mas com motivações distintas. Por vezes até são os extrinsecamente religiosos que se apresentam mais devotos e cumpridores, pois é normal que uma adesão espiritual seja comedida e modesta, enquanto o prosélito sociocultural usa de espalhafato. Mas no fundo ele adora a sua felicidade mais do que o Senhor da felicidade.Como seria de esperar, Allport relaciona as duas atitudes com a personalidade e o seu grau de maturidade. Enquanto a religião intrínseca se encontra em pessoas equilibradas e sensatas, a extrínseca é própria dos caracteres mais inseguros e imaturos. Daqui saem várias consequências. A religião intrínseca relaciona-se com toda a vida, é integradora, unificante, orientadora. Pelo seu lado, a extrínseca é compartimentada, preconceituosa, exclusivista, dependente, instrumental, utilitária, reconfortante. Os religiosos conservadores costumam ser extrínsecos. Os intrínsecos são humildes.Um efeito crucial, que o autor sublinhou desde o princípio e foi sucessivamente confirmado nos estudos, é que o fanatismo e intolerância surge muito mais na religião extrínseca. Se a crença suporta o modo de vida, posição social e costumes culturais, é normal reagir brutalmente perante os desafios. Assim, a maioria das críticas à religião refere-se a manifestações da variedade extrínseca. Na guerra e violência religiosa está em causa, antes de mais, a defesa das estruturas sociocomunitárias que os dogmas impregnam. Pelo contrário, viver a vida numa entrega total ao Sublime leva a suportar com bonomia as contrariedades e a simpatizar instintivamente com os que fazem o mesmo noutros cultos. Estas ideias vêm de um modelo científico que, dotado de escalas avaliativas, permite observações rigorosas e deduções consistentes. Mas ao mesmo tempo elas constituem velhas constatações de sempre. Encontramo-las nos debates entre Cristo e os fariseus, como em inúmeras passagens dos Analectos, de Confúcio, dos Hadith, de Maomé, e tantos outros. Mas elas são também essenciais para compreender os vários fenómenos espirituais recentes, pois o sucesso das novas seitas e movimentos esotérico-religiosos deve-se ao facto de, em geral, prometerem uma crença de conforto e bem-estar, sem conversão ou penitência.Mesmo fora do âmbito estrito da religião, muitos partidos e ideologias sabem bem como, entre os seus correligionários, existem os que entregam a sua vida à doutrina e os que fazem dela modo de vida. "Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mt 6, 21).

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