
Carlos Pinto Machado
disponível para concorrer em Óbidos
Carlos Pinto Machado, ex-candidato autárquico do CDS/PP em Óbidos (cabeça de lista à Assembleia Municipal nas eleições autárquicas de 2005), mostra-se “disponível” para concorrer nas próximas eleições, se a direcção do partido assim o entender, mas só se aceitará “mediante determinados pressupostos”.“São públicas as divergências que tenho com o delegado concelhio demissionário do CDS/PP em Óbidos, Francisco Braz Teixeira, e que encabeçou as listas para a Câmara Municipal de Óbidos ao meu lado. Quando me perguntam se o seria nos mesmos moldes, eu só posso responder que não, por essa razão que acabei de nomear”, esclarece.“Se não for candidato pelo CDS/PP, admito a hipótese de apresentar uma candidatura como independente, pois não abdico de dar o meu contributo para o debate democrático, nem por dar o meu contributo para a melhoria das condições de vida dos obidenses”, refere.Passados dois anos das eleições autárquicas de 2005, no seu entender “existe muita coisa por fazer e que não constituiu uma prioridade para o executivo liderado por Telmo Faria”.Pinto Machado admite que a fórmula utilizada pela Câmara para animar a vila, através de programas de animação cultural e recreativa, é “um sucesso digno de imitação por parte das outras autarquias”.“Houve efectivamente muito marketing, o concelho tornou-se muito mediático, é uma realidade, mas ao nível da qualidade de vida das pessoas residentes no concelho, pouco ou nada mudou. Refiro-me principalmente à falta de trabalho para os jovens, à falta de apoio aos doentes e aos mais idosos, apoio às crianças, apoios às jovens mães, entre outras prioridades relevantes”, declara.Por outro lado, “a ruralidade do concelho está-se gradualmente a perder, por falta de ajuda aos agricultores que são o principal sector de actividade do concelho. A requalificação urbana do concelho pouco ou nada se vê, com grandes culpas para a Óbidos Requalifica, que tem grandes responsabilidades neste pelouro”. “Tudo isto são lacunas na vida do concelho de Óbidos e eu considero que não têm sido devidamente acauteladas com políticas de incentivo por parte do executivo camarário. Eu sei que existem programas de acção social a decorrer, e ainda bem, mas é pouco. Também sei que por parte do senhor Presidente da Câmara e do executivo, há vontade em fazer e capacidade para o fazer, mas ainda há muito por fazer e que tem sido deixado para segundo plano”, comenta.Sobre o papel da oposição durante este período, aponta que “existem duas realidades absolutamente distintas”. Por um lado, o Partido Socialista, que foi a única força política de oposição eleita, com assento na Assembleia e na Câmara Municipal, por outro os restantes partidos, como o CDS/PP e que não têm representação nos órgãos de decisão do concelho. “Quanto ao PS, o eleitorado esperaria uma postura construtiva face ao desempenho da Câmara e isso não está a acontecer. Existe sim a preocupação em fazer uma critica demagógica, tentando ir a reboque das políticas do Governo socialista, que é mau, e que tem penalizado e muito os portugueses. Não existem por parte do PS de Óbidos propostas construtivas e de alternativa face à gestão do concelho. Parece que só estão preocupados em dizer mal da Vila Natal e dos eventos promovidos pela Câmara e pouco mais do que isto, e o eleitorado obidense irá certamente penalizá-los no próximo sufrágio”, manifesta Pinto Machado.Quanto ao CDS/PP de Óbidos, considera que “tem feito a oposição que é possível fazer, porque é extremamente difícil fazer oposição quando não se tem assento nos órgãos de decisão do concelho”. Comparando duas câmaras lideradas pelo PSD, Caldas da Rainha e Óbidos, comenta que o autarca obidense Telmo Faria “tem uma visão estratégica de futuro, perfeitamente definida, que conduzirá Óbidos ao desenvolvimento, quer queiramos, quer não, apesar das lacunas que tive oportunidade de nomear. Óbidos está gradualmente a sair do marasmo em que se encontrava quando estava sobre gestão do PS”.Relativamente ao município das Caldas da Rainha liderado por Fernando Costa, classifica que “apostou numa gestão da obra pública, potenciando o crescimento da “floresta de betão”, mas desprovido de uma estratégia coerente, dinâmica e vencedora”.Pinto Machado foi o único elemento do CDS/PP de Óbidos a tomar partido pelo “Não” ao Aborto e opôs-se publicamente à localização do futuro Aeroporto de Lisboa na Ota. Defende que a solução poderia passar pela manutenção do actual Aeroporto da Portela, melhorando a sua capacidade e desviando para um aeroporto médio, como a base aérea do Montijo, os voos “low cost”, os “charters” e a aviação particular.
Francisco Gomes





